ENTREVISTA NA INTEGRA - REVISTADSKATE01
Nome: Marina Nóbrega Borges - Apelido: Nina
Aos 28 anos, Nina é uma das principais representantes do Slalom feminino no skate brasileiro. Bicampeã nacional e 15ª colocada no ranking mundial, ela se destaca pela técnica e constância nas pistas, sendo referência entre as atletas da modalidade.
Entre suas conquistas estão o título de Campeã Brasileira de 2024, o 1º lugar na Copa Caieiras, e o 3º lugar no US Nationals – Tight. Representou o Brasil na World Skate Games, na Itália, consolidando sua presença internacional.
Nina alia performance e carisma, promovendo o skate feminino e inspirando novas gerações. É hoje um dos nomes mais fortes do esporte no país, levando o Slalom brasileiro a novos patamares.
1. Como foi o seu primeiro contato com o skate? Você se lembra da sensação ao subir em um pela primeira vez?
A minha primeira vez na vida foi na adolescência, lá para os 13/14 anos. Eu tinha ganhado um patins da minha irmã e decidi trocar por um skate, achava muito mais a minha cara. Naquela época eu usava como meio de transporte, eu só ficava em cima do skate mesmo e pra descer as ladeiras no caminho da escola eu ia sentada parando o trânsito mesmo.
Eu considero ‘minha primeira vez´ quando voltei a andar em 2023. Um amigo me levou lá no estacionamento do Pacaembu para me ensinar, eu já sabia remar, então ele foi me ensinando a carvear e foi ali que tive aquela sensação que só quem anda de skate sabe. O friozinho na barriga junto do vento na cara. Eu inclusive tenho o vídeo desse dia e se fechar os olhos consigo lembrar de tudo.
2. Teve alguém que te inspirou ou incentivou a seguir no skate, seja um ídolo, amigo ou familiar?
Sim! O Birinha, skatista overall e manda muito no DHS. Sempre que conquisto uma medalha ou ganho alguma visibilidade na cena do skate, lembro que foi ele quem me deu a base para começar. Se ele não tivesse me levado para andar no Pacaembu, talvez eu nem estivesse aqui dando essa entrevista (risos). Além disso, foi ele quem me apresentou ao slalom e desde então, nunca mais parei.
3. Em que momento você percebeu que o skate poderia ser mais que um hobby e se tornar parte da sua vida profissional?
Nunca pensei sobre isso, acho que as coisas só foram acontecendo e eu cheguei até aqui. Mas eu sempre tive consciência da responsabilidade de ser uma atleta e representar o meu país. Isso sempre foi algo forte dentro de mim, então a transição do skate como hobby para o profissional aconteceu de forma natural, quase sem que eu percebesse.



